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Instituto Federal Fluminense lança Núcleo de Apoio à Mulher

O Instituto Federal Fluminense lança nesta terça-feira, 5, o Núcleo de Estudos e Apoio à Mulher, que vai consolidar ações da instituição na área dos direitos humanos, focando problemáticas e preocupações ligadas à questão de gênero. O órgão estará ligado internamente às pró-reitorias de extensão e desenvolvimento institucional, com coordenadores em todos os campi do instituto.

Entre as ações previstas para começar já no segundo semestre estão a criação de um grupo de estudos sobre a questão de gêneros, a consolidação de parcerias para a execução de projetos e a organização de cursos de qualificação profissional para mulheres. Todas essas ações serão norteadas por temas como trabalho e qualificação, violência e direitos humanos, desigualdade socioeconômica como obstáculo à emancipação feminina e masculina, entre outros.

“A partir da desigualdade socioeconômica surgem todos os outros problemas”, afirmou a pró-reitora de desenvolvimento institucional, Giomar Valdéz. Ela acredita que, apesar de ser uma questão histórica, há solução. “Por isso, nosso esforço e comprometimento para contribuir para a sua superação”, disse.

Alguns parceiros do núcleo de estudos são os movimentos sociais e outras esferas do poder público, como Comissão Pastoral da Terra (CPT), as duas comunidades quilombolas de Barrinha e do município de Quiçama, e o MST regional. O Instituto pretende formalizar parceria com o governo do Estado.

Desigualdade – Um levantamento sobre a situação de mulheres e homens no estado do Rio de Janeiro, feito pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM), com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) resultou no trabalho Indicadores sob a perspectiva de gênero e raça: situação no Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o trabalho, as taxas de atividade e de ocupação mostram diferenças significativas na participação no mercado de trabalho do humem e da mulher. No ano 2000, a taxa de atividade feminina era 35,1%, frente a 53,7% da taxa masculina. A taxa de ocupação, porcentagem de população ativa inserida no mercado de trabalho, era 78% para as mulheres e 86% para os homens. A taxa de ocupação mais baixa é a de mulheres negras, com 75,7%. As mulheres pretas ou pardas de 18 a 24 anos são as que comparativamente têm mais dificuldade para incorporar-se no mercado de trabalho.

O trabalho aponta ainda que, do total de famílias existentes em 2000 no estado do Rio, 33,2% eram chefiadas por uma mulher. O perfil das famílias chefiadas por mulheres brancas têm uma renda familiar per capita de mais de dois salários mínimos (66,6%), enquanto que as chefiadas por mulheres pretas ou pardas têm por renda até a metade de um salário mínimo (40,1%).

Em relação ao analfabetismo, as diferenças por raças são notáveis. A maior taxa de analfabetismo é encontrada entre as mulheres pretas ou pardas com idade igual ou superior a 25 anos (11,7%).

Fonte: MEC Online

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