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Gentileza, boa educação e respeito

 

São aspectos avaliados por juizforano em pesquisa apresentada na UFJF

Cerca de 78% dos juizforanos dizem sempre respeitar as leis de trânsito. No entanto, acreditam que somente 21% dos motoristas e 8% dos pedestres de Juiz de Fora fazem o mesmo. A contradição destes e outros dados da pesquisa divulgada este mês (1º/09), pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), revela que os moradores da cidade se consideram bem educados, gentis e atenciosos com as pessoas ao seu redor, com o meio ambiente e o trânsito. Porém, não é isso que pensam sobre seus co-habitantes: ao avaliarem a população da cidade, eles apontaram os erros de conduta e comportamento dos outros.

Segundo o diretor do Centro de Pesquisas Sociais (CPS), Carlos Alberto Botti, a explicação para isso se deve à “falta de capacidade do ser humano de se olhar com o olhar do outro”. Ou seja, é mais fácil dizer que o outro não é gentil do que se autodenominar desaprezível; mais fácil afirmar que o outro não respeita o trânsito do que dizer: “eu não respeito”. Flávia Felizardo David, socióloga no CPS, completa que “os resultados permitem observar que o indivíduo pode estar se excluindo do todo, ou não se coloca como pertencente à sociedade”.

A pesquisa teve 606 entrevistados que responderam a perguntas sobre o tema “urbanidade”, que avalia o comportamento das pessoas frente a situações rotineiras. Cumprimentar vendedores, agradecer ao motorista do ônibus e cuidar bem do lixo e dos bens públicos foram algumas das questões abordadas pela equipe do CPS. O questionário foi aplicado entre os meses de junho e julho deste ano. O projeto “Fala Juiz de Fora”, ao qual a pesquisa divulgada hoje está vinculada, já tratou de assuntos como juventude e escola pública e esta foi sua sexta etapa. O próximo tema, já em campo, será sobre as motivações que levam o cidadão a definir seu voto.

De modo geral, os juizforanos são considerados como um povo gentil e educado por 72,2% dos entrevistados. A grande maioria deles também acredita que a gentileza e educação são importantes para as relações do dia a dia.

Segundo Carlos Botti, as pesquisas não estão vinculadas a nenhum grupo ou instituição e têm como finalidade apontar problemas para que a sociedade e autoridades tomem providências para a melhoria do convívio social. O diretor afirma que o CPS se coloca a disposição do poder público e de outras entidades para mediar discussões sobre os temas abordados.

Relação com outras pessoas, bens públicos e meio ambiente

A grande maioria dos indivíduos respondeu que sempre mantém relação de proximidade com o vizinho, cumprimenta prestadores de serviços e vendedores, agradece ao motorista ou ascensorista e trata as pessoas com distinção e respeito no dia a dia. Entretanto, quando questionados se a população de Juiz de Fora realiza estas mesmas ações, a maioria respondeu às vezes.

O mesmo acontece na relação das pessoas com os bens públicos e o meio ambiente. Cerca de 85% dos entrevistados, por exemplo, responderam que sempre tratam os bens públicos (lixeiras, telefones, bancos de praça) como se fossem seus. Porém, 87% acreditam que o restante das pessoas da cidade o faz às vezes ou nunca.

Filas e trânsito

A maioria das pessoas (75,9%) diz que nunca fura filas e que sempre respeita as leis de trânsito (78,2%). No entanto, para mais de 50% dos entrevistados, os juizforanos às vezes respeitam as filas e o trânsito.

Fato interessante apontado pela pesquisa é que 40% dos idosos (mais de 65 anos) acham que os motoristas sempre respeitam os pedestres, ao passo que entre os jovens (de 16 a 25 anos) este índice ficou em 10%. Portanto, os jovens avaliaram o trânsito de forma mais negativa do que os idosos.

Participação comunitária

A maioria das pessoas (79,2%) diz nunca participar de associações de bairro, sindicatos ou partidos políticos. Entre os jovens o índice é ainda maior (86,3%). Segundo os pesquisadores, este problema se deve à falta de políticas públicas que motivem e tornem possível o agrupamento de jovens com princípios semelhantes. “Não existe um mecanismo que faça com que os jovens se associem”, afirma Botti.

As conclusões da pesquisa apontam que os entrevistados possuem alto nível de urbanidade, mas a população analisada por eles, não. Segundo os dados, essa população é composta de média urbanidade. “Não é o que queríamos, mas é um bom resultado. Isso não significa que não possamos melhorar”, afirma Janaína Sara Lawall, também socióloga do CPS e envolvida na pesquisa.

A discrepância entre os resultados ocorre em razão das respostas positivas dadas pelos indivíduos em relação as suas próprias atitudes e negativas em relação às dos demais. De acordo com os pesquisadores, o individuo percebe mais falhas do que acertos nos cidadãos ao seu redor, podendo assim não estar se incluindo como cidadão. “Se eu jogo um papel no chão, essa atitude fica mais gravada na mente de quem vê do que se eu jogar dez vezes o papel no lixo”, ilustra Janaína.

(Por: Assessoria de Imprensa da UFJF - Foto: CPS dá coletiva sobre a Pesquisa - divulgação)

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